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CURIOSIDADES

HISTÓRIA DO HINO DA SERRA

O Hino a Campos Gerais se originou de uma disputa entre dois conjuntos musicais. Todavia, o Hino à Serra de Campos Gerias, não o foi. Este, foi conseqüência de uma mera obra do ocaso, segundo o relato do Sr. João Evangelista de Oliveira:
"Em uma bela e amena noite de verão, mais ou menos às 11 horas da noite, estava na cozinha de sua casa, já pensando em se deitar, quando de repente entraram pela casa adentro os diletos amigos José Faustino de Souza - o Zé Faustino e José Augusto Pereira - o Zé Pereira, este, seu amigo de infância, naquela data já residente em Brasília, mas se encontrava em visita a nossa cidade, sua terra natal.
O meu compadre e colega Agenor, segundo me confessou, ficou bastante surpreso com aquelas visitas imprevistas aquela hora da noite. Mas, os seus visitantes satisfizeram logo a sua curiosidade. Zé Pereira tomou logo a palavra e foi dizendo: "Agenor, há quantos anos não nos vemos e, por isso, para matar nossas saudades, vim convidá-lo para uma serenata, mas uma serenata sui generis, não na rua, mas dentro da casa do nosso amigo Zezinho".
A resposta do meu amigo Agenor, foi a seguinte: "tudo certo, vamos proceder o acontecimento da nossa serenata, quando assim ficamos até altas horas da noite." Antes de sairmos para a casa do Zé Faustino, continuou Agenor, o Zé Pereira tirou do bolso um pedaço de papel manilha muito amarrotado e foi logo dizendo: "Agenor, enquanto você e Zezinho conversavam eu descansava e rabisquei estas mal traçadas linhas. Trata-se de uma pálida homenagem que há muitos anos eu desejava prestar a nossa querida terra. É um poema simples, despretensioso, mas que traduz o meu mais puro amor, o meu afeto e a mais sincera homenagem à nossa querida terra, onde eu nasci e a admiração que eu tenho pela SERRA DE CAMPOS GERAIS".
Assim sendo, Agenor, componha a música deste meu poema e que o mesmo denomine-se "Serra de Campos Gerais", digo "Hino à Serra de Campos Gerais".
E assim aconteceu com o Hino a Serra de Campos Gerais - Música de autoria de Agenor Reis e letra compositória de José Augusto Pereira.

Quem não conhece a serra
De minha terra,
Testemunhas de tantos ideais.
Não sabe que o Criador
Numa explosão de amor
Fez a Serra de Campos Gerais.
Nas noites de luar
A nossa linda serra
Parece murmurar a mais ardente prece
Então fico pensando que tem coração
Este monumento que tem majestade.
E no pensamento deixa saudade
E fez chorar a quem já chorou
E me viu sorrir, me viu chorar,
Porque não mais voltou para ficar.


• MINAS DE QUEROSENE

"O que há de mais importante para Campos Gerais, é a recente descoberta de terrenos petrolíferos em vários pontos ao redor da cidade.
Na "Barreira" um menino de 4 anos, filho do Sr. Alexandre Scatoline, italiano, residente, há muito no Brasil, onde constituiu família, viu que brotava querosene puro, cristalino, à flor da terra: dias depois, na fazenda anexa, do Sr. Lindolpho Martins de Lima, em um poço de meio terço, mais ou menos, que o proprietário fizera, levado pela semelhança do outro poço, primeiro aparecido e adaptado.
Graças ao Farmacêutico, Dr. Jorge de Paula Meimberg, veio então, por ordem do Governo de Minas Gerais, o Dr. Joaquim Gomes Michaelis, mineralogista consagrado pelo saber e probidade profissional, que abriu sob suas vistas, novo poço no local e... constatou com imenso júbilo, o aparecimento primeiro de barro cheirando a querosene e, em seguida, gotas desse líquido brotando nas bordas do fosso, a poucos centímetros da superfície.
O entusiasmo do sábio engenheiro fora tanto maior porque havia ele admitido a hipótese do querosene na natureza, que aliás, dizem, se encontra na Alemana e em uma única mina, isso diante de ceticismo de alguns colegas seus.
O Dr. Michaelis, diante do fato, teve de aplicar-lhe a hipótese científica, que é, se bem a apanhamos, a do petróleo, pelo calor das baixas camadas subterrâneas, subir como que destilado, pelas frinchas da terra, em estado gasoso, para, ante o abaixamento da temperatura da superfície, liquefazer-se pela condensação. A terra representa, assim, o papel de um alambique.
Lá estão na Barreira, onde se vai de automóvel, os poços de onde qualquer visitante, que os tem havido em número crescente, extrairá certa quantidade do líquido, na flor da terra, por assim dizer".
Fonte: Jornal Nação Brasileira, de julho/1925.

• PETRÓLEO

"Pela sua importância mundial, esta espécie de jazidas requer uma legislação especial, que, por certo, será estabelecida no dia feliz em que encontrarmos o primeiro poço petrolífero"... Há esperanças a esse respeito e o Governo não tem poupado esforços nesse sentido. Demais, as condições são tão diversificadas na distribuição dessas fontes de riqueza, que melhor é esperar pelo conhecimento das nossas condições especiais"... foi assim que se expressou o Ministro Simões Lopes, ao saber pelo Engenheiro Michaelis ( o mesmo que verificou a veridicidade dos postos de querosene) que asseverou a possibilidade, de se estender por esses terrenos um vastíssimo lençol petrolífero que ultrapassaria os arraiais do município.

• CENSO DE 1890

- "População do município tirada do censo de 1890 (antes de sua criação): Distrito de Campo Grande, 9624 habitantes (sendo 4.758 homens e 4.866 mulheres); Distrito de Córrego do Ouro, 851 habitantes. Total, em 1890, 10.475 habitantes".
- "Em 1884, a povoação já contava com matriz e uma capela, 2 praças, 7 ruas alinhadas e 78 prédios".

• ESTAÇÃO JOSINO DE BRITO

"Foi inaugurada a 11 de março de 1909, na Estação de F. Muzambinho (linha tronco), em território do município de Campos Gerais, a nova estação férrea denominada Josino de Brito, em homenagem ao nome do Sr. Dr. Josino de Paula Brito, médico e senador estadual mineiro".

• DISTRITO DE CÓRREGO DO OURO

"Teve este distrito, origem na Capela de Nossa Senhora do Rosário do Córrego do Ouro, que foi elevada a curato em 1868 (Lei n. 1.473, de 9 de julho) e à freguesia em 1873 (Lei n. 2.002, de 01 de outubro).
Teve uma só Igreja a Freguesia do Córrego do Ouro, e esse templo, com duas torres, foi consideravelmente aumentando com o auxílio de donativos obtidos de diversas pessoas do lugar.
Em 1884, contava a povoação 60 casas, das quais nenhuma era de sobrado, espalhadas por três (3) ruas e duas (2) praças: a da Matriz e a da Cadeia".

• CARNAVAL

"O Carnaval em Cangerê sempre começava uns 3 dias antes do Sábado Gordo. Mas começava apenas com o "Zé Pereira".
Nos 3 dias, dedicados à folia, havia bailes no CLUBE, que era na rua de cima (Rua Córrego do Ouro), atrás da Matriz.
Mas, no CINE-TEATRO IRIS, o negócio pegava fogo também, que o Giovaninni, em se tratando de diversão para o povo, não deixava por menos. Colaborava mesmo!!!
O 'CORSO' era uma 'coisa': a descrição deste carnaval é de 1923, quando já existiam numerosos automóveis e caminhões, em Campos Gerais, e assim podia fazer-se o CORSO. Os carros percorriam as ruas da cidade."
Fonte: Livro Vida de Menino Antigo (Carlos Caiafa Filho)

• AS VIAGENS DE CARRO DE BOIS

As viagens de carro de bois para Josino de Brito, a estação da Estrada de Ferro da Rede Sul Mineira, que servia Campos Gerais e cuja distância era de 24 km, eram uma verdadeira delícia para os meninos da época.
O serviço de carregar os carros exigia uma prática e perícia enormes, porque se se descuidasse, não caberia nem a metade do volume previsto, por causa do formato do carro, que é o de uma garrafa deitada, achatada, isto é, largo na traseira, afunilando-se para a frente, onde era atrelada a primeira junta de bois, a do "coice". Esta, por sua vez, pela tiradeira, canzil e correias, unia-se a outra junta e, assim, até chegar à junta de guia.
Os carreiros eram homens treinados, fortes e grandes conhecedores do ofício, pois ser carreiro, sempre foi uma verdadeira arte, apesar das aparências em contrário. É necessário um grande entendimento, uma amizade profunda entre o carreiro e o boi. Os verdadeiros, os melhores, os mais capazes, jamais agridem o boi com vara de ferrão, dispensando-a totalmente, só a levando como uma "presença" para o boi lembrar-se de que algum dia, para aprender, sofreu sua ferroada nas carnes.
As juntas da "guia" e do "coice" devem ser escolhidas com todo carinho, pois delas depende toda a complexidade e o êxito de uma viagem. Toda boiada é previamente amansada, com desvelo e paciência. Os bois que serão da "guia" ou do "coice" parece que nascem para isso, não são feitos ou amoldados ou ensinados. Se não tiverem no sangue a inclinação, a "vocação", para estas posições, não serão nunca perfeitos nas suas atribuições. Por isso, o amansador tem que ter muita perspicácia, muita "psicologia" para reconhecer as rezes que servirão. As demais juntas entre o "coice" e a "guia", podem ser "burras", são apenas para fazer força, orientadas pela "inteligência" de suas companheiras."

• CINE TEATRO IRIS - ITALIANO SR. CLAUDIO GIOVANINNI

"Era o melhor ponto de diversões de Campos Gerais. Passava as melhores fitas dos fabricantes mais respeitados. Palcos com bonitos cenários, luzes de ribalta, gambiarras entre cortinas, camarins, etc.
As fitas eram seriados americanos e um grande número de pequenas comédias, encabeçadas pelo inesquecível Charles Chaplin, o grande Carlitos.
Os dias de cinema, eram as Quinta-feiras, sábados e domingos. Quinta-feiras e sábados eram dias dos grandes seriados e pequenas comédias, Domingo as fitas da "pesada", isto é, os dramalhões italianos e franceses. Para anunciar o começo das sessões, havia uma campainha, que mais parecia uma sineta, que era ouvida em toda a cidade.
'Os ouvideiros' componentes da orquestra que animava todos os espetáculos do Cine-Teatro Iris. Eram todos membros da família do Sr.. José Glória: Negrinha, Feliciana, Adalberto, Martiniano, Geralda, Manduca, Onofre, Zezé e João Glória. Havia também o 'Seu Timóteo', que tocava violino. Os instrumentos eram todos de corda: 2 violinos, violões, bandolins, bandola, cavaquinhos.
O espantoso desta orquestra é que nenhum deles conhecia uma só nota de música!!! Todo mundo só tocava de ouvido. Bastava-lhes ouvir uma música só vez para reproduzi-la a seguir com a máxima perfeição. O repertório constava de valsas, polkas, maxixes.

• FUTEBOL

"O Futebol foi implantado em Campos Gerais entre 1917-1918. 1916 = primeira bola rolara no "Campinho do cemitério".
Alguns rapazes decididos e progressistas, estudantes do Ginásio de Itajubá, foram os fundadores do 1º Clube Futebolístico de Campos Gerais, batizado com o nome pomposo de HUMAITÁ ESPORTE CLUBE. Ao contrário do que se fazia em toda parte, os treinos do time em Campos Gerais, realizavam-se pela madrugada, entre 5 e 6 horas, bem entendido, de outubro em diante quando a estas horas já era dia claro".
Fonte: Livro Vida de Menino Antigo (Carlos Caiafa Filho).

• O SR. GIOVANINNI

"O Sr. Giovaninni também possuía outra casa que é um sortido Bar e Bilhares, que além do mais funcionava durante toda a noite, e que não resta dúvida, era uma das maiores forças da vida noturna da cidade, sendo à noite como que o coração palpitante de Campos Gerais. Muito estimado em Campos Gerais, o senhor Giovaninni já ocupa o lugar de Vereador Municipal".
Fonte: Revista Nação Brasileira - 1925.

• SR. JOAQUIM NOGUEIRA

"Velhinho, corcunda, completamente calvo, olhos vermelhos e remelentos, narinas dilatadas, escurecidas pelo uso contínuo de rapé, fisionomia carregada, voz grave e entrecortada.
De honradez comprovada e bondade exalando exuberante de toda sua pessoa, de corpo magro, esguio, era de forte temperamento e energia.
Escrivão do Juizado de Paz do Distrito, agente do correio, marceneiro, carpinteiro, pedreiro, ferreiro, etc., tudo exercido com admirável habilidade e proficiência.
"Boticário do arraial", não faltavam em casa as drogas indispensáveis à terapêutica da época, como eram conhecidas na linguagem pitoresca do caboclo: o maná, o sene, o sal de glau, purga da família, água veneiz, carbonato e infinidades de outras.
Era o "Sacristão" da paróquia, dando fidelismo e religioso desempenho a mais esta função.
Encantadoras e poéticas eram as tardes daquele tempo!!!!
Fonte: Livro "Vida de Menino Antigo" (Carlos Caiafa Filho)

• CÚXI! CÚXI! CÚXI!

"Diariamente, entre quatro e cinco horas da tarde, em cada casa, em mangas de camisa, surgia à porta o respectivo morador batendo umas contra as outras grossas espigas de milho, gritando:
_ Cúxi! Cúxi! Cúxi! _ chamado tradicional de reunir a porcada, carneiros e cabras que estavam espalhados pelas ruas do povoado, assim como as numerosas galináceas também errantes pela grande praça, ruas e becos do arraial, ao som de _ Quiti! Quiti! Quiti!
Dentro em pouco, pausada e preguiçosamente, badalava o sino da Matriz a Ave Maria! Então, já era noite.
Empunhando uma pequena escada, aparecia o zelador da iluminação pública, acendendo um a um os grandes lampiões de querosene, colocados nas esquinas das principais ruas do arraial.
Uma hora antes, no sino rouco, tristonho e rachado da cadeia, soaram nove badaladas prolongadas, lentas... _ Nove horas!
Era o sinal das autoridades locais para o recolher da população.
E assim, nestas palavras repassadas de saudade, cheias de carinho pela nossa velha e querida terra natal, o Juca Reis faz coro com todos nós, principalmente os dos velhos tempos que rememoramos nostálgicos, sem querer acreditar que tudo isso já passou e jamais voltará.
E como se fosse um bonito caleidoscópio, um filme colorido, as lindas tardes de nossa aldeia nos fazem sonhar, sonhar, horas intermináveis...
Fonte: Livro "Vida de Menino Antigo" (Carlos Caiafa Filho)

OPERAÇÃO MATANÇA

"A operação matança entrava pela madrugada adentro e ia até sete ou oito horas da manhã. Eram 30, 40, 50 porcos, às vezes mais, os menores de 5 arrobas, no mínimo, cuja carne e toucinho, depois de convenientemente lavados e salgados, eram transportados em jacás de taquara ou bambu, colocados no lombo de burros e exportados para o Rio de Janeiro e São Paulo, via estação de Josino de Brito, da estrada de ferro da Rede Sul Mineira.
As barrigadas ficavam para a fabricação caseira de sabão, o velho sabão preto, de cinzas.
Fonte: Livro "Vida de Menino Antigo" (Carlos Caiafa Filho)

• "O FOOTING"

"Em frente ao cinema, do outro lado da rua, havia o grande salão de bilhar, também do Giovaninni. Havia 3 mesas (carambolas) e o salão vivia entupido dia e noite (até dez horas) de gente jogando e vagabundos sapeando".
E, diariamente, principalmente nos dias de espetáculos, o grande "footing", numa área de uns trezentos metros, entre o Cine-Teatro Iris e a Padaria, Bilharres e Barbearia do Sr. Alcides de Carvalho.
Logo que a campainha-sineta começava o seu ensurdecedor barulho, o povo começava também a juntar-se para o "Footing".
Os pretos de um lado da rua, os brancos de outro. Preto não punha pé de jeito nenhum no meio dos brancos. Era o dito que funcionava fortemente: 'lé com lé, cré com cré'... Em compensação, no 'footing' dos 'rapaduras' havia muito branco sem-vergonha metendo cara. De vez em quando, havia umas correrias por este motivo, mas sem maiores conseqüências".
O "footing" terminava em frente à Padaria Progresso, do Alcides de Carvalho. A fachada do prédio era toda iluminada, com muitas lâmpadas. Lá funcionavam também, uma barbearia muito boa e moderna, um bilhar, o varejo da padaria, com um estoque muito bom de cigarros, charutos e demais artigos de fumantes.
O Alcides, era caridoso, honesto, progressista, tendo contribuído com enorme parcela para o progresso de Cangerê".
Fonte: Livro "Vida de Menino Antigo" (Carlos Caiafa Filho)

"Oh! Que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida...
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais.

Que amor, que sonho, que flores
Naquelas tardes faqueiras,
À sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais".

Casimiro de Abreu


• ODE À SERRA

"Serra do Paraíso"
Vernei Ferreira Naves

Quanta lembrança me traz
Serra de Campos Gerais...
Lembranças queridas
de um tempo vivido enamorado de ti.
Quando fiquei frente a frente
de tua paisagem de beleza mágica
banhada de luz,
Senti o êxtase de teu feitiço
e mais do que isso foi um só querer bem!
E durante o ano inteiro,
de janeiro a janeiro,
ao mudar as estações tu mudavas também.
E nesse teatro, vivido em quatro atos,
trocavas de manto mostrando os encantos
de noiva ataviada se desnudando
frente a mim.
Na primavera, no cio da terra,
coberta de flores, aromas, odores,
extasiavas desposada de amores.
No verão, junto à passarada,
qual Adão em lua de mel no paraíso,
comia teus frutos amadurecidos;
desvirginando as matas, colhia pitanga,
jabuticaba, pindaíba, jambo,
jatobá, bacupari, manga...
No outono, ondas bailam ao sabor do vento
nesse teu manto de capim gordura.
No inverno, estertor da vida,
em manto plúmbeo deixa-te lívida
mas vem te afagar a luz da lua.
O Cristo redentor em teu cume
pousa como lume aos olhos do viajor.
Nas idas e vindas, nas buscas infindas
que é a vida afinal,
de braços abertos como bússola me guias,
pelos caminhos incertos meus passos vigias.
Âncora que prende meu
coração nas horas de angústia e solidão.
Serra encantada, companheira calada,
vertendo lágrimas comigo choram
as tuas águas que das quedas rolam.
Hoje de ti tão distante,
Com olhar vacilante, na sala vazia
Diante de tua fotografia, a verdade se faz:
só depois que parti é que então compreendi
que te amo demais...


• BRASÃO DO MUNICÍPIO DE CAMPOS GERAIS


DESCRIÇÃO:
A peça principal é o contorno dos lances principais da Serra do Paraíso, que, topograficamente, se eleva a Sudoeste da Sede do Município, tomando-se como centro da rosa dos ventos a posição da Igreja Matriz. É descrito em baixo relevo, em campo verde.
Dois sulcos convergentes, em campo verde, formam um vale, por onde corre o manancial d'água que abastece a cidade, cuja qualidade é exaltada desde a fundação da cidade.
Como suporte, talhados em sulco em campo amarelo, verde e vermelho escuro, um ramo de cafeeiro entrelaça com uma haste de milho, simbolizam duas das principais culturas do Município.
Em campo azul, quatro cruzetas simbolizam os raios de sol ferindo as nuvens anunciando sempre um novo porvir.
O laço, em duas bandas, talhados em campo branco, traz a divisa: "UNIÃO E PROSPERIDADE", em vernáculo.
O contorno externo, em campo maior, é em forma de escudo comum do Século XIII.

• BANDEIRA DO MUNICÍPIO

Criada pela Lei nº 753, de 04 de junho de 1965.
Prefeito da época: Sr. Davi Pereira Maia.
A Bandeira deve ser confeccionada em bege e marrom que simbolizam as cores da Veste de Nossa Senhora do Carmo "Padroeira do Município".
No centro vê-se os mesmos desenhos e cores do Brasão.
Foi desenhada pela Professora Neuza Aparecida Maia a pedido da Inspetora, a Dr. Therezinha Caiafa (D.Zita).
Foi bordada a primeira Bandeira por D. Maria Caiafa e Neuza Aparecida Maia. O laço que se vê foi sugestão de D. Maria Izabel dos Santos Rabelo e "UNIÃO E PROSPERIDADE" foi sugestão do Professor Afrânio Caiafa de Mesquita.


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